Diário da Manhã | Edição nº 7756

Da Redação

Os números da queda de homicídios em janeiro são avaliados pelo secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller, como reflexo das ações preventivas desencadeadas na Operação Legalidade. Ele pontua que os 15 primeiros dias de 2009 preocuparam e depois o índice caiu satisfatoriamente. Roller considera que, depois que os bares começaram a ser fechados, houve redução de 1,73% de mortes por dia, comparado ao mesmo período do ano passado, para 0,72% mortes-dia.

E diz que no final da semana passada – 23 e 24 de janeiro – não foi registrado homicídio na Capital. O secretário volta a explicar que a intenção da PM não é fechar estabelecimentos somente por falta de documentação, mas sim os locais que acabam servindo de fachada para crimes.

O coronel Carlos Antônio Elias, comandante-geral da PM, diz que a queda na criminaliade não se limitou aos índices de homicídio. De acordo com ele, o balanço apresentado pela polícia analisou as ocorrências registradas durante os primeiros 11 dias da operação, que se iniciou no dia 15 de janeiro.

Ao se comparar os dados com janeiro do ano passado, a queda é de 40%. Durante a Operação Legalidade, houve a redução de 30% das chamadas para o 190, número de emergência da PM. No primeiro final de semana posterior ao início da operação, o número de assassinatos caiu 25%.

A promotora Alice Almeida, do Centro Operacional Criminal do Ministério Público (MP), destaca a ação da PM como operação de impacto, que tem relação direta com a redução de crimes. “Era necessária uma ação mais rigorosa da PM, pois a tendência era que os números acompanhassem os mesmos do ano anterior.” No entanto, ela acredita que o número ainda é alto.

Aponta que deve-se procurar fazer um mapeamento mais amplo das causas da criminalidade em Goiânia. Segundo ela, o diagnóstico preciso passar pelos estudos das necessidades sociais do cidadão goianiense, como emprego, educação, saúde, saneamento básico, entre outras.